IARA – Purificando água em situações críticas

2 de março de 2018

 

A startup IARA começou como um projeto dentro dos laboratórios da UFMG. A equipe buscava solucionar o problema da falta de água de qualidade em situações críticas como desestres ambientais, acidentes naturais, comunidades ribeirinhas e regiões árias. O primeiro teste foi realizado com água do derramamento da barragem de rejeitos da Samarco, que destruiu o distrito de Bento Rodrigues e atingiu várias outras localidades. O acidente ambiental foi considerado o maior do Brasil.

Durante o desenvolvimento, as responsáveis perceberam que o objetivo precisava ser maior. Elas decidiram focar não só em ajudar os afetados pelo rompimento, mas em criar uma startup que tratasse a falta de água de qualidade como um problema que deve ser levado muito a sério. Nesse momento o Projeto IARA começou a tomar forma. A intenção agora era melhorar a qualidade de vida da população.

O projeto precisava se tornar um modelo de negócios. Para isso, a equipe procurou programas de aceleração de startups. Após conquistarem o primeiro lugar no Bio MakerBattle, puderam participar do BioStartupLab, do qual foram finalistas. Foram três meses de trabalho árduo que transformaram a startup IARA num modelo de negócios consolidado, pronto para a venda.

Durante uma viagem para a África, a equipe teve a oportunidade de conhecer Mark Wuder, responsável pelo programas de aceleração em Cape Town. Com a ajuda dele, elas perceberam que estavam no caminho certo. A Africa do Sul sofre com falta de água de qualidade. Ao participar do Startup Grind Cape Town hosts David Campey & Roger Norton (Lean Iterator), elas encontraram pessoas interessadas em levar a startup para lá.

Atualmente, a Iara está em fase final de construção do protótipo e fará novos testes em campo, em parceria com a Fundação Renova. Além disso, continuam fazendo estudos para conseguir implementar o sistema da melhor maneira possível. Segundo a CEO, Maria Duarte (integrante também da atual gestão do INCT Midas), “o uso do sistema deve ser uma rotina na vida dos moradores ribeirinhos.”, para isso, desenvolveram um projeto de educação ambiental dentro da própria startup.

 

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